Anne Frank: família, diário, esconderijo, homenagem - Brasil Escola (2022)

Anneliese Marie Frank, conhecida com Anne Frank, foi uma adolescente judia que viveu em Amsterdã, na Holanda, durante o período do Holocausto. A garota ficou conhecida mundialmente após a publicação de O diário de Anne Frank, livro que narra os dois anos que ela e sua família passaram dentro de um esconderijo para tentar escapar da perseguição nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

Anne Frank nasceu em 12 de junho de 1929, em Frankfurt, na Alemanha, e morreu aos 15 anos, em Bergen-Belsen, um campo de concentração nazista localizado na cidade de Celle, na Alemanha. Não há uma data oficial de sua morte, mas acredita-se que aconteceu em março de 1945, após ela contrair uma doença conhecida como tifo (causada por bactérias que afetam o sistema imunológico).

Tópicos deste artigo

  • 1 - A família de Anne Frank
  • 2 - O diário de Anne Frank
  • 3 - O esconderijo de Anne FrankDescoberta do esconderijoAmigos que ajudaram a família Frank
  • 4 - As versões do diário de Anne Frank
  • 5 - Homenagens a Anne Frank

A família de Anne Frank

Com muita personalidade, Anne era uma jovem descobrindo-se em plena adolescência. Muito estudiosa e apaixonada por livros, tinha como sonho tornar-se uma artista e escritora famosa.

Anne Frank: família, diário, esconderijo, homenagem - Brasil Escola (1)

A família Frank era composta por quatro pessoas: Anne, seus pais, Otto Frank e Edith Frank, e a irmã, três anos mais velha, Margot Frank.

Anne Frank: família, diário, esconderijo, homenagem - Brasil Escola (2)

A adolescente judia sempre havia sido lembrada por sua forma extrovertida de viver, lado esse destacado nos primeiros trechos do seu diário. Os professores costumavam repreendê-la pelo excesso de conversa, por ser “tagarela” e curiosa. No entanto, a jovem também cativava a todos, pois gostava de agradar aos amigos.

Quando ela tinha quatro anos de idade, a família decidiu que deveria sair da Alemanha para fugir dos ataques de Adolf Hitler contra os judeus. Inicialmente, Anne, sua irmã e a mãe ficaram na casa da avó materna, em Aachen, ainda na Alemanha, enquanto o pai Otto instalou-se na Holanda para recomeçar a vida.

O pai de Anne abriu uma empresa que fornecia frutos e ingredientes para a produção de geleias e, com isso, conseguiu estabilizar-se financeiramente. O próximo passo era trazer a família para Amsterdã, onde Anne e Margot teriam acesso a uma boa educação.

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Ao mudar-se para Holanda, Anne foi matriculada na Escola Montessori, onde demonstrou, desde o início, habilidades para a escrita. Apesar do talento, Anne sentia-se inferior à irmã, de acordo com vários relatos em seu diário. Anne considerava Margot muito inteligente, reservada e mais educada.

(Video) Anne Frank | Grandes Mulheres da História - Brasil Escola

Em 1940, a Holanda foi invadida pelos nazistas alemães comandados por Hitler, e a população judaica do país começou a ser perseguida. O regime nazista impôs restrições aos judeus, como toque de recolher ao entardecer e proibição de frequentar os mesmos locais que os demais cidadãos. Por isso, Anne e sua irmã foram obrigadas a mudarem-se para uma escola específica para judeus.

Uma outra determinação feita pelo regime nazista foi obrigar os judeus a utilizarem uma Estrela de Davi amarela em suas vestimentas para que pudessem ser identificados. Anne também teve que usar uma.

Anne Frank: família, diário, esconderijo, homenagem - Brasil Escola (3)

O diário de Anne Frank

Em seu aniversário de 13 anos, Anne foi surpreendida pelo pai com um caderno para anotações. O objeto tinha capa vermelha, com alguns detalhes, e agradou muito à adolescente, que fez dele seu diário.

A primeira escrita no diário foi datada em 14 de junho de 1942. Em suas primeiras páginas, ela conta sua rotina, fala sobre amizades, escola, família, a saudade da avó que faleceu durante o período, e narra também a invasão da Alemanha nos primeiros países.

No dia 20 de junho daquele mesmo ano, Anne decidiu que o diário seria uma espécie de amiga e resolveu batizá-lo de Kitty. A partir deste dia, ela passou a referir-se ao diário com carinho. Veja parte do trecho em que Anne nomeia-o:

“Por tudo isso é que escrevo um diário. É para eu fazer de conta que tenho uma grande amiga. A este diário, que vai ser minha grande amiga, vou dar o nome de Kitty.”

Anne Frank: família, diário, esconderijo, homenagem - Brasil Escola (4)

No início de julho, a garota começou a narrar o sentimento de medo que passou a sentir, ao lado de sua família, da situação de invasão dos alemães. Foi nessa época que ela relatou os planos da família para um esconderijo.

Em conversa com o pai, ele conta a ela que já estava guardando roupas, móveis e comida em outro lugar, que provavelmente seria onde eles se esconderiam por um bom tempo. Na época, os alemães já estavam invadindo e tomando os países europeus, e milhões de estrangeiros, entre eles os judeus, eram escravizados e forçados a trabalhar para os nazistas. Em consequência das condições em que viviam, sob tortura, desnutrição e maus tratos, muitos morreram nos campos de concentração.

O pai de Anne já estava passando mais tempo em casa, já que não podia mais ser diretor do comércio (outra imposição dos alemães), e, dias depois, chegou uma convocação na casa dos Frank. Inicialmente, pensaram que era para Otto, mas o chamado era para que Margot fosse levada para um campo de trabalho. A família negou-se a enviá-la, e, nesse momento, Otto e Edith decidiram que era a hora de eles se esconderem.

Contando com a ajuda de amigos nos quais tinha muita confiança, a família saiu às pressas para o esconderijo montado em cima de um armazém que era a casa comercial do pai de Anne, localizada em uma rua junto a um dos canais de Amsterdã. Na casa dos Frank, a família deixou um bilhete dando a entender que eles haviam se mudado para a Suíça, para evitar que fossem achados. Os objetos e louças também foram deixados bagunçados para que todos tivessem a impressão de que a família fugiu às pressas, assim como o gato de estimação de Anne também teve que ficar no local.

Anne Frank: família, diário, esconderijo, homenagem - Brasil Escola (5)

O esconderijo de Anne Frank

O anexo secreto, como ficou conhecido o esconderijo, recebeu a família de Anne no dia 6 de julho de 1942. O espaço tinha três andares, e a entrada era feita por um escritório. No primeiro andar, havia dois quartos pequenos e um banheiro. Acima, havia uma sala grande com uma menor ao lado, na qual tinha uma escada que levava ao sótão. Para tentar garantir que o lugar não fosse descoberto, uma estante foi colocada na porta do esconderijo.

(Video) DIÁRIO DA ANNE FRANK - INFANTIL Anne PARA SEMPRE! Diário da ANNE!! #kit #segundaguerra #anexosecreto

Somente no dia 8, Anne voltou a escrever em seu diário, descrevendo a saída de casa, e, no dia seguinte, 9, relatou parte da fuga da família.

“Querida Kitty: Assim corremos debaixo da chuva, a mamãe, o papai e eu, cada um com uma pasta escolar e uma sacola de compras completamente cheia, sabe Deus com o quê. Os operários que iam para o trabalho nos olhavam. Bem se lia em seus rostos que tinham pena de nós por irmos tão carregados e por não nos deixarem andar nos bondes. A nossa estrela amarela no braço falava por si.”

Além da família de Anne, foram abrigados, dias depois, o casal Van Pels (Hermann e Auguste), com o filho Peter (personagem importante na história de Anne), e, alguns meses depois, Fritz Pfeffer, um dentista e amigo da família Frank, que dividiu quarto com Anne.

Na chegada da família Van Pels ao esconderijo, Anne sentiu-se empolgada, já que teria novas pessoas com quem conversar e distrair-se. A empolgação, no entanto, não durou tanto tempo, pois tiveram problemas de convivência com a senhora Auguste Van Pels.

Com a proximidade diária das famílias, Anne começou a passar mais tempo com o jovem Peter Van Pels, dois anos mais velho que ela. Ela narra em seu diário descobertas sentimentais em relação ao jovem, mas também destaca o medo de magoar a irmã Margot, pensando que ela também poderia estar interessada no rapaz.

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Anne envolveu-se em um romance adolescente com Peter, relatando no diário o seu primeiro beijo. Para Kitty ela descreveu todos os seus sentimentos, dúvidas em relação ao amor e detalhes de como tudo aconteceu. Anne também contou que conversou sobre a relação com o pai, de quem era muito amiga e não gostava de esconder as coisas. Já com a mãe, Anne sempre teve muitos atritos, e as duas não tinham uma relação tão boa.

O período de isolamento durou cerca de dois anos sem que as famílias saíssem às ruas, para evitar serem descobertas. Os judeus capturados pelos alemães eram enviados imediatamente aos campos de concentração. Com a situação, as famílias tinham que regrar os mantimentos e, muitas vezes, faziam jejum, optando por qual refeição seria feita no dia. Os alimentos eram levados pelos amigos de Otto. Eles mantiveram o sigilo durante todo o período.

Dentro do anexo, Anne relatou os dias em que passavam medo quando escutavam movimentações do lado de fora e até bombas lançadas na cidade pelos alemães. Também não se podia fazer barulhos, e, durante o dia, quando o armazém funcionava na parte inferior do prédio, nem mesmo as torneiras do anexo poderiam ser abertas. O rádio e os poucos amigos da família que tinham acesso ao anexo eram os únicos meios de informação do mundo externo.

A última anotação de Anne para Kitty foi feita no dia 1º de agosto de 1944. A garota narrou então a luta que tinha para expressar-se e a forma como muitas vezes sentia que não era bem entendida pelas pessoas à sua volta. Veja as últimas palavras de Anne Frank para o diário:

“...Quando me tratam dessa maneira, torno-me ainda mais impertinente, fico triste e, por fim, viro o meu coração do avesso, com o lado mau para fora, o bom para dentro, e continuo a procurar um meio para vir a ser aquela que gostaria de ser, que era capaz de ser, se... não houvesse mais ninguém no mundo. Sua Anne”

  • Descoberta do esconderijo

Cerca de 10 dias antes do esconderijo dos Frank ser encontrado, Anne havia relatado que estava cheia de esperanças e que pensava que a guerra logo acabaria, já que escutava boas notícias pelo rádio. Além disso, ela fazia muitos planos para quando pudesse ver-se livre.

No dia 4 de agosto de 1944, o anexo foi descoberto. Não se sabe ao certo se houve denúncias ou se a polícia alemã chegou ao local por coincidência. Nunca foi comprovada nenhuma das versões.

Todos foram presos e levados para o maior campo de concentração da Holanda: Westerbork. Posteriormente, foram divididos para outras regiões. Edith Frank morreu no dia 5 de janeiro de 1945, em Auschwitz, na Polônia. Anne e a irmã Margot foram enviadas para Bergen-Belsen, na Alemanha, morreram provavelmente em março de 1945, com Tifo, e foram sepultadas como anônimas em valas comuns.

Anne Frank: família, diário, esconderijo, homenagem - Brasil Escola (7)
(Video) O Diário em 1 Clique - Episódio 01 - Reflexões sobre o mundo através da história de Anne Frank

Otto foi enviado a um hospital, em novembro de 1944, e permaneceu lá até janeiro de 1945, quando as tropas soviéticas venceram os nazistas e libertaram os judeus dos campos de concentração. Otto casou-se novamente anos depois e reestabeleceu a vida. Ele faleceu em 1980.

A família Van Pels também foi morta pelos alemães entre 1944 e 1945. Peter foi levado com mais de 11 mil prisioneiros de Auschwitz a Mauthausen, na Áustria, onde morreu em maio de 1945. O dentista Fritz — chamado de Dussel no livro — morreu em 1944, na Alemanha.

  • Amigos que ajudaram a família Frank

Durante o período em que a família Frank ficou no esconderijo, alguns amigos não judeus ajudaram-nos. Os principais foram:

Miep Gies (mesmo nome no livro): Era representante comercial na empresa de Otto e dispôs-se a ajudar a família. Quando houve a convocação de Margot, Miep foi quem a buscou e levou-a para o esconderijo antes da família. Levava carnes e livros para as famílias. Viu Anne com o diário um dia. Quando houve a invasão, ela e a ajudante mais nova, Bep Voskuijl, voltaram depois ao local para recolher os objetos. Miep viu o diário de Anne e guardou-o para devolvê-la. Anne não voltou, mas, anos depois, Otto ficou abrigado na casa de Miep, e ambos resolveram então ler as anotações da jovem. Miep faleceu em 2010, aos 100 anos.

Jan Gies (chamado de Henk no livro): Marido de Miep. Também a ajudou a levar Margot para o abrigo e contribuiu com o isolamento da família. Ajudou a cuidar das empresas de Otto no período em que estavam escondidos e visitava regularmente a família. Também não foi preso. Morreu em 1993.

Victor Kugler (chamado de Kraler no livro): Trabalhava com Otto e ajudou-o a organizar o esconderijo. Era um dos responsáveis por cuidar das famílias escondidas e nem a esposa sabia do segredo. Foi preso na descoberta do abrigo e depois conseguiu escapar. Morreu em 1981.

Johannes Kleiman (chamado de Koophuis no livro): Deu a Otto a ideia da família esconder-se no armazém. Também comandou as empresas de Otto durante o período em que judeus não podiam ter negócios. Ele e a esposa levaram presentes e mantimentos para a família, inclusive roupas para as meninas. Também foi preso, mas liberado por estar doente. Dizem que adoeceu pela tensão no período que ele cuidava da família. Morreu em 1959.

Bep Voskuijl (Elli): Era a ajudante mais nova da família, com 23 anos. Foi a última a saber dos que estavam escondidos. Ela trabalhava no armazém com o seu pai, Johan. Quando recebeu a confiança, passou a levar mantimentos e até a matricular-se em cursos para receber materiais e ceder às meninas. Era muito querida por Anne e chegou a dormir uma noite no anexo a pedido da garota. Conseguiu fugir na época da invasão e não foi presa. Morreu em 1983.

Johan Voskuijl (chamado de Vossen no livro): Era pai de Bep, funcionário do armazém, e só ficou sabendo do esconderijo depois. Tinha muita habilidade em carpintaria e presenteava a família Frank com alguns objetos. Ajudou muito a todos até descobrir um câncer no estômago. Ele morreu em 1945.

As versões do diário de Anne Frank

Após a invasão policial, o anexo foi destruído, mas Miep, que era uma das amigas da família, encontrou o diário, entregando-o, anos depois, a Otto Frank. O pai de Anne foi o responsável pela publicação das anotações da filha.

O primeiro livro foi publicado em 1947 e tornou-se uma das obras mais lidas do mundo, sendo traduzida para dezenas de idiomas.

Existem quatro versões do diário.

Primeira versão: manuscrito original, sem cortes.

Segunda versão: revisada pela própria Anne, que escutou um dia no rádio que as cartas, diários e anotações históricas poderiam ser publicadas quando a guerra acabasse. Por isso, a jovem decidiu reescrever o diário usando nomes falsos: a família Frank é chamada de Robin, e os Van Pels eram chamados de Van Daan.

(Video) ANNE FRANK – Resumo da biografia e Dicas

Terceira versão: editada por Otto Frank, em 1947, na qual omitiu detalhes considerados desnecessários, como as reflexões da garota sobre sexualidade e as brigas com a mãe.

Quarta versão: organizada pela escritora Mirjam Pressler, e lançada em 1995, na qual resgata os trechos excluídos pelo pai em 1947.

Homenagens a Anne Frank

Atualmente, o local onde Anne e sua família esconderam-se transformou-se em um dos pontos turísticos mais visitados de Amsterdã. O imóvel foi restaurado para manter-se a aparência próxima à original.

A Casa de Anne Frank, em Amsterdã, está localizada na rua Prinsengraght, 263, mesmo local onde ficava o anexo secreto. O diário original de Anne também está exposto no local.

Anne Frank: família, diário, esconderijo, homenagem - Brasil Escola (8)

O Museu Madame Tussauds, em Londres, maior museu de cera do mundo e famoso por possuir esculturas de diversas personalidades históricas e atuais, possui um espaço para homenagear Anne Frank. Já na Alemanha, onde a jovem nasceu, o Museu Judaico de Frankfurt reúne objetos da família.

Observação: Todas as citações de O diário de Anne Frank neste artigo foram feitas com referência à publicação no livro pela Editora Pé da Letra, traduzido para o português, de novembro de 2019.

Crédito das imagens

[1] Collectie Anne Frank Stichting Amsterdam

[2] Reprodução do Site Anne Frank

[3] Chameleons Eye/Shutterstock

[4] Reprodução do Site Anne Frank

[5] Ivica Drusany / Shutterstock

[6] chrisdorney / Shutterstock

(Video) O Diário em 1 Clique - Reflexões sobre o mundo através da história de Anne Frank

[7] Ronald Wilfred Jansen / Shutterstock

[8] Anton_Ivanov / Shutterstock

Por Giullya Franco
Jornalista

FAQs

How did Anne Frank died at what age? ›

How did Anne Frank's diary survive? ›

How was the diary preserved? After the arrest of the eight people in hiding, helpers Miep Gies and Bep Voskuijl found Anne's writings in the Secret Annex. Miep held on to Anne's diaries and papers and kept them in a drawer of her desk. She hoped that she would one day be able to return them to Anne.

How old was Anne Frank when she got her diary? ›

On her thirteenth birthday, just before they went into hiding, Anne was presented with a diary. During the two years in hiding, Anne wrote about events in the Secret Annex, but also about her feelings and thoughts.

Who survived Anne Frank House? ›

It was little over a year later when things went wrong after all: the Secret Annex and the people in hiding were discovered. Of the eight people in hiding, Otto was the only one to survive the war.

Why was Anne Frank's diary so famous? ›

Anne Frank's diary has become famous throughout the world. The diary provides a vivid and poignant glimpse into the world of a young Jewish girl living in Nazi occupied Holland. Anne wrote diary while hiding from the Nazis in an Amsterdam warehouse. She was just 13 when she and her family went into hiding.

Who saved Anne Frank's diary? ›

Miep Gies was one of the helpers of the people hiding in the Secret Annex. After the arrest, she kept Anne's writings in a drawer of her desk. In 2010 she died, one hundred years old.

What did Anne write in her last essay? ›

In her final entry, Frank wrote of how others perceive her, describing herself as “a bundle of contradictions.” She wrote: “As I've told you many times, I'm split in two. One side contains my exuberant cheerfulness, my flippancy, my joy in life and, above all, my ability to appreciate the lighter side of things.

What did Anne call her diary? ›

The diary is not written in the classic forms of "Dear Diary" or as letters to oneself; Anne calls her diary "Kitty", so almost all of the letters are written to Kitty.

When was Anne Frank's first kiss? ›

On April 15, 1944, Anne gets her first kiss. Although Peter only kisses her “half on [her] left cheek, half on [her] ear,” Anne suddenly feels she is very advanced for her age.

How did the Franks get caught? ›

On August 1, 1944, Anne made her last entry in her diary. Three days later, 25 months of seclusion ended with the arrival of the Nazi Gestapo. Anne and the others had been given away by an unknown informer, and they were arrested along with two of the Christians who had helped shelter them.

Who betrayed the Frank family? ›

“Arnold van den Bergh will now probably forever be known as the man who betrayed Anne Frank,” he added. “A bit sad, is it not?” Johannes Houwink ten Cate, a professor of Holocaust and genocide studies at the University of Amsterdam, told Dutch media that the team's conclusions were too speculative.

Is Anne Frank's friend Hannah still alive? ›

Was Anne Frank scared of death? ›

They'd experienced scares like that before, but Anne describes how close to death she felt in those moments. Rather than talk about how scared she felt, here she admits that she feels ready for death at any point as getting caught and killed has been hanging over her head for years.

How big was Anne Frank's hiding? ›

Though the total amount of floor space in the inhabited rooms came to only about 450 square feet (42 m2), Anne Frank wrote in her diary that it was relatively luxurious compared to other hiding places they had heard about.

What were the two amazing facts about the diary? ›

1. The curious facts about the diary were - firstly, the diary was almost incapable of being destroyed,secondly, it kept changing the color of the ink,thirdly its paper were impossible to tear and fourthly it can't be burnt. 2.

Why Anne Frank is a hero? ›

Anne Frank is remembered as a hero because of her courage in the face of the Nazi persecution of Jews during World War II. Anne's family was Jewish, and decided to flee Germany during the 1930s to avoid the Nazi attacks (both political and physical) against Jews.

What was Anne Frank's Favourite Colour? ›

Her book about hiding the Frank Family was wonderful. Many years ago I listened to Miep (in person) discuss Anne and her family. She said Anne's favorite color was blue and that Anne was far too interested in Miep's wedding night. Miep was a treasure and a real lady.

Who gives Anne her first kiss? ›

By Anne Frank

Anne and Peter cuddle, which she describes, cheek caressing and all. Anne is psyched because their heads were touching for so long. Peter gives Anne her first kiss, although it doesn't actually land on her lips.

What does Anne Frank's diary teach us? ›

Anne Frank's diary taught that we don't really need all the stuff that we think we really "need", like a TV, or a smartphone. Anne Frank learned how to enjoy even the smallest bits of life, like the sun, or the sound of birds, a sound that I particularly have found quite annoying.

Was Anne Frank's diary ever found? ›

Otto Frank, her father, somehow survived Auschwitz and returned to Amsterdam after the war. Otto's secretary, Miep Gies, found Anne's diary after the Nazis raided the house and interned the Frank family. Gies saved the diary, along with Anne's surviving notebooks and papers.

How old would Anne Frank be today? ›

June 12, 2022 — Today it is 93 years ago that Anne Frank was born in Frankfurt am Main. 'Annelies Marie, born on 12 June 1929, 7.30 AM, 8¼ pounds, 54 cm', wrote her mother Edith for Anne in a baby book. On the anniversary of her birth we reflect on her life, significance and diary.

Did Anne Frank's dad find her diary? ›

Eventually, Otto found a publisher and Anne's diary was published two years after the war: 'Anne would have been so proud if she had lived to see it,' Otto wrote about that first Dutch edition.

What happened to the person who hid Anne Frank? ›

On January 11, 2010, Miep Gies, the last survivor of a small group of people who helped hide a Jewish girl, Anne Frank, and her family from the Nazis during World War II, dies at age 100 in the Netherlands.

What is the last line in the diary of Anne Frank? ›

Anne's last entry was written on Tuesday 1 August 1944. It reads: Dearest Kitty, "A bundle of contradictions" was the end of my previous letter and is the beginning of this one.

What is the conclusion of Anne Frank? ›

In conclusion, Anne Frank have finally proven that passion,sacrifice,love,faith and trust were triumphed over hatred,evil,cruelty,despair and selfishness. She really care about others including her beloved family and friends.

How did Anne justify her being talkative in the essay *? ›

Anne justified her being a chatterbox in her essay by explaining that it was due to her mother, who was also very talkative and nobody could do anything about their inherited traits.

Why does she name her diary Kitty? ›

Kitty is Anne's favourite imaginary friend

Anne wrote that she wanted 'to correspond with someone' and invented several fictional characters (Kitty, Pop, Phien, Conny, Lou, Marjan, Jettje, and Emmy) to do so.

What is the character sketch of Anne Frank? ›

She is very intelligent and perceptive, and she wants to become a writer. Anne grows from an innocent, tempestuous, precocious, and somewhat petty teenage girl to an empathetic and sensitive thinker at age fifteen. Anne dies of typhus in the concentration camp at Bergen-Belsen in late February or early March of 1945.

Who was Kitty? ›

Kitty was the name of Anne Frank's diary.

How old was Anne Frank's bestfriend? ›

Hannah Pick-Goslar, then 69, childhood friend of Anne Frank, is interviewed by the Associated Press at her Jerusalem apartment in Israel on Feb. 4, 1998.

Did Peter Van Daan survive? ›

After the Secret Annex

As the Russians approached, the Nazis evacuated the camp and after a long march from Auschwitz, Peter ended up at Mauthausen concentration camp, where he died on 5 May 1945.

How old was the boy Anne Frank had a crush on? ›

In those poignant pages, Frank tells the tale of a boy named Peter, a 13-year-old she had developed a teenage crush on and never forgot about. The Nazis' policy of hatred and extermination failed to wipe out those feelings, even after Anne went into hiding in a secret Netherlands annex with the rest of her family.

What race were Franks? ›

The Franks emerged into recorded history in the 3rd century ce as a Germanic tribe living on the east bank of the lower Rhine River. Linguistically, they belonged to the Rhine-Weser group of Germanic speakers. At this time they were divided into three groups: the Salians, the Ripuarians, and the Chatti, or Hessians.

What caused the fall of the Franks? ›

The collapse of the Carolingian and the Frankish Empire is usually associated with the death of Charles the Fat (839–888).

Is Otto Frank alive? ›

Who was the only survivor of the Frank family? ›

She intended to return them to Anne when she came back to Amsterdam. Ten months later, the war was over. Otto Frank returned -- the only survivor of the camps among his family and his friends in hiding. Anne's mother, Edith, died at Auschwitz.

What did Justin Bieber do at Anne Frank's house? ›

Last week, pop singer and teenager Justin Bieber visited the Anne Frank House, a museum dedicated to preserving the memory of a young Jewish girl's experiences and courage while living under Nazi rule. When leaving, Bieber stopped and signed the guest book.

Did Justin Bieber go to Anne Frank's house? ›

Justin Bieber has visited the Anne Frank House in Amsterdam, and the museum says the Canadian pop star wrote in the guestbook that he hoped Frank "would have been a Belieber" if she had lived.

What did Anne Frank say about Hannah? ›

In June 1942, Anne wrote that Hannah “is a bit on the strange side.” “She's usually shy — outspoken at home, but reserved around other people,” Anne added. “She blabs whatever you tell her to her mother. But she says what she thinks, and lately I've come to appreciate her a great deal.”

Why did Anne feel suffocated? ›

She was cut off from the mainstream of life, her friends and her people. She was living in a hiding to escape being arrested by the Nazi agents in Holland. Moreover, even with the so-called friends, she could not share her intimate and personal feelings and problems. She felt suffocated.

What is Anne Frank's famous quote? ›

Whoever is happy will make others happy.” “In the long run, the sharpest weapon of all is a kind and gentle spirit.” “Where there's hope, there's life. It fills us with fresh courage and makes us strong again.”

Why did Anne Frank remain in her bed lying till 6 45 on her birthday? ›

(d) Why did Anne Frank remain in her bed lying till a quarter to seven on her birthday? Ans: Normally Anne Frank was not allowed to get up from bed before seven O'clock. So on her birthday she was lying on her bed till quarter to seven. (c) Who does 'you' in the lesson refer to?

What happened to Anne Frank after she was captured? ›

Following their arrest, the Franks were transported to concentration camps. On 1 November 1944, Anne and her sister, Margot, were transferred from Auschwitz to Bergen-Belsen concentration camp, where they died (probably of typhus) a few months later.

Was Anne Frank fully blind? ›

Answer and Explanation: No, Anne Frank was not blind. Anne Frank was born in 1929 and grew up in Amsterdam. In 1940, following the Nazi occupation, she and her family faced persecution for being Jewish and were forced into hiding in 1942.

What happened on Anne Frank's 13th birthday? ›

On June 12, 1942, Anne Frank, a young Jewish girl living in Amsterdam, receives a diary for her 13th birthday. A month later, she and her family went into hiding from the Nazis. For two years, the Franks and four other families hid, fed and cared for by Gentile friends.

How old would Anne Frank be if she was still alive? ›

Anne Frank would have turned 85 years old Thursday. It was on June 12, 1942, her 13th birthday, that she received the red-and-white checked diary. Not long after, she and her parents and sister, along with four others, went into hiding in the attic of a house in Amsterdam.

Was Anne Frank found by accident? ›

According to the Anne Frank House, researchers have used Frank's diary and new sources to find out that illegal employment and ration-coupon fraud may have played a part in the raid on 263 Prinsengracht, resulting in the accidental finding of Frank and her subsequent arrest.

What are the 3 Rules Anne Frank had to follow? ›

5. Mr. Frank sets the following rules they must live by while in hiding: complete silence from 8 a.m. - 6 p.m., no one may use the toilet or run the water, they may not wear shoes when walking around, and they must burn their garage.

What is the message of the story Anne Frank? ›

There are many important messages in this book, but the most important message is that all people have the right to live in freedom. Anne's story shows us that just because people may be a different religion or race, doesn't mean that they should be treated differently.

What did Anne Frank see lying on the table? ›

(c) What did Anne Frank see lying on the table among her other birthday presents? Answer – Anne Frank saw a diary, a bunch of roses, a plant lying on the table among her other birthday presents.

Who gave Anne Frank her diary on her 13th birthday? ›

1942. On the 12th June 1942, Anne Frank received a diary as a thirteenth birthday present from her father.

How was Anne Frank caught? ›

Kremer's father was an acquaintance of Van Dijk in Amsterdam and Kremer writes that in early August 1944, his father overheard Van Dijk speaking about Prinsengracht, where the Franks were hiding, in Nazi offices. That same week, the Franks were arrested—while Van Dijk was away in the Hague.

How many years did Anne Frank hide in the attic? ›

On August 4, 1944, after 25 months in hiding, Anne Frank and the seven others in the Secret Annex were discovered by the Gestapo, the German secret state police, who had learned about the hiding place from an anonymous tipster (who has never been definitively identified).

How long was Anne Frank in the basement? ›

Take a look around and discover the Secret Annex where Anne Frank hid for more than 2 years during WWII and where she wrote her diary.

Videos

1. O DIÁRIO DE ANNE FRANK E SUA IMPORTÂNCIA NA HISTÓRIA.
(O Curioso)
2. Num dia como hoje - 06 de julho de 1942 - Anne Frank.
(Arteducation)
3. Traidor da menina judia Anne Frank seria outro judeu
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4. O diário de Anne Frank - Resumo do livro
(narrandocontos)
5. Quem foi Anne Frank?
(Fatos Desconhecidos)
6. O Diário de Anne Frank - Uma História de Superação (Cerebral Influencer)
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Author: Carmelo Roob

Last Updated: 09/25/2022

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